Paisagem - consagração da acção dos elementos - cria-se, transforma-se, numa dualidade latente entre construção e destruição, para renascer, numa linha contínua e ininterrupta.
Operar na paisagem passa por procurar os processos que determinam as formas que nos oferece.
A flexibilidade da paisagem está nesses processos, sendo a forma um produto da sua acção. Identificar e compreender os processos da paisagem implica aceitar a sua continuidade, dinamismo e forte sentido de mudança; detectar as várias linhas processuais que concorrem para a totalidade da paisagem é fundamental para uma visão holística do espaço.
A nossa interferência na paisagem é feita com profundo respeito pelas dinâmicas vivas que produzem matérias vivas. A preocupação é centralizada na definição de regras claras que estruturem formalmente essas matérias, mais até do que com a sua forma final. A forma será naturalmente um produto reflector da clareza dessas mesmas regras.